sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Por que tenho tanto apego ao que me faz mal? No início, há uns meses, eu me sentia mal porque não falava quase nada que me incomodasse para a psicóloga. Inventava qualquer coisa para jogar conversa fora, discutia comigo mesma sobre reality show (porque ela só fazia rir). E aí eu me sentia presa, precisando de ajuda, mas sem conseguir pedir... Piorei, precisei ir ao psiquiatra, tomar remédios... Continuei quase a mesma coisa, sei lá, a pressão da faculdade me faz pegar no tranco. Continuo com o acompanhamento psicológico  e agora, que consigo falar as coisas, volto ainda mais abalada que antes. Porque, para estruturar uma fala, é necessário o mínimo de raciocínio. Com esse mínimo de raciocínio sobre a minha vida, todas as fichas já caem e eu tomo um choque de realidade. E, talvez, a minha realidade seja distorcida. Se eu tenho uma imagem distorcida de mim, por que não teria uma imagem distorcida de toda a realidade que me cerca?
Quando estava chegando em casa, não pensava mais, só sentia uma determinação muito forte para colocar fim a isso tudo. Pela primeira vez, não pensei em sobre o constrangimento de ser um presunto, o velório, o enterro, a falta de gente para carregar o caixão. Eu só teria um fim. Esse foi um perigoso passo que eu dei para não melhorar.
Eu sabia que tinha falhado antes de acordar, não achei caixas fechadas de medicamentos. Os remédios não foram o bastante, mesmo em excesso. E como pobre compra remédio dia 31? Não compra, só fica sofrendo com os efeitos de superdosagem mesmo. E bem quieta pra não tomar esporro.

3 comentários:

  1. Ola, não tem como eu voltar com a outra psiquiatra porque ela não trabalha mais onde eu faço tratamento.
    Me reconheci muito na sua postagem, quantas vezes eu já não tentei por fim na minha vida, agora eu vivo sendo vigiada e os remédios são todos escondidos de mim.
    Eu não sei o que te dizer, porque o meu desejo também é acabar comigo mesma.
    Espero que fique bem, beijos!

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  2. Para assumir nossos problemas para os outros a gente precisa assumir para si mesmo, aí mora o problema, fica difícil conviver com os monstros depois... E que história é essa de remédio moça? Graças a Deus que deu errado, esses impulsos são perigosos!

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  3. Oi Veronica!

    E como pobre compra remédio dia 31?
    Hahahahahahahaha eu ri!
    Na farmácia popular amiga é mais barato hahahahahahaha!
    Brincadeira gata!

    Como não falar sobre o que te incomoda com a psicóloga?
    Olha eu já sou sem vergonha naturalmente e na frente de psicólogo ou psiquiatra perco algum resto de pudor e falo o que vem na mente sem nem passar pelo filtro da educação ou lucidez antes,afinal é para analisar o modo crônico de pensarmos que eles estão ali!

    Quer uma dica?
    Chega no consultório e peça para ficar deitada com os olhos fechados no sofá e vá falando descontraidamente,daí vc não sabe a fisionomia do profissional,é como se a voz dele fosse a voz da sua consciência,experimenta,relaxa amiga!

    O que acontece no consultório, morre no consultório!
    Tem coisa melhor que descer o pau com todas as letras em tudo e em todos para alguém que não pode contar pra ninguém?
    Hahahahahahahahhahahaha!

    Não se dê por vencida ainda,reconheça sua realidade,aceite o passado pq não pode muda-lo,faça algo novo hoje para ser melhor e amanhã já pode começar a contar vantagem,o que acha?

    Deixe que caiam as fichas amiga e não te martirizes mais!

    Beijinhos ^^

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