domingo, 27 de outubro de 2013

Domingo, o único dia que eu sinto não estar negligenciando nada. E aí tentei agir "naturalmente". Isso não quer dizer normalmente, nem um estado automático (que eu, certa vez, descrevi para a psicóloga como uma parcial perda de consciência). Difícil de colocar em palavras. Sei lá. Tentei ver como eu sou agora sem extremos, mas não chegou nem perto de parecer algo forçado.

Antidepressivo - laxante -  cafeína - broncodilatador - vitaminas - antiácido - calmante

Será que meu eu equilibrado é só o resultado do efeito desses remédios? Porque é geralmente quando não tomo um ou outro que conheço meus extremos, minhas variações de humor, as mudanças no meu corpo etc. Talvez eu seja só essa mistura de tremores, dores e baixa autoestima.

sábado, 26 de outubro de 2013

Tabela da morte

Tentei escrever no meio da semana e contar como estava cagando tudo, mas o cansaço não permitiu nem que eu pensasse em como começar. Não que eu já saiba como fazer isso. Melhor só ir jogando as informações.
Às vezes, eu não consigo acreditar em como as coisas são ridículas, é só decidir fazer tudo certo pra tudo dar errado. Dá pra entender? E, por mais que eu não me sabote mais, eu ainda me saboto, involuntariamente. Quê? Parece que fiquei programada a estragar tudo e a não permitir que as menores coisas deem certo.

Segunda-feira: Os professores foram orientados a nos dispensarem para que pudéssemos assistir a um ciclo de debates organizado pela coordenadora do curso. Sendo assim, a professora cobrou presença e dispensou. Eu sabia disso. O que fiz? Faltei. Como também tinha aula à noite, fiz um esforço e fui. Tão quente que passei mal de calor, de nervoso. Só senti vontade de chorar e correr pra casa. Antes que eu chegasse, o sentimento de desespero passou. Vinte minutos de aula e eu comecei a ficar gelada e enjoada, uma sensação semelhante à anterior. Tentei disfarçar, mas todo mundo percebeu. Eu fiquei pálida, encostaram em mim e eu estava fria. A professora me deu presença na minha frente, disse que eu poderia ir embora e que me ensinaria tudo na aula seguinte. Liguei para minha mãe implorando que ela me buscasse no ponto de ônibus, quando eu chegasse. Fim do dia cagado.

Terça-feira: Só saí de casa porque precisava fazer um trabalho de geologia na casa de uma amiga.

Quarta-feira: Foi um dia normal, apesar de eu ter esquecido a carteira em casa. Participei de uma oficina no ciclo de debates, assisti às palestras. Ok.

Quinta-feira:

Sexta-feira: Palestra infernal, assinei a lista de presença e saí de fininho. Não estudei, apenas me joguei na cama e apaguei.

Sábado: Só vi porcarias na TV e limpei o chão do meu quarto. Preciso estudar e fazer trabalhos... mas tô vendo novela. RISOS.

Primeira semana do desafio pessoal: Fracasso. 

domingo, 20 de outubro de 2013

Desafio pessoal

Após a semana de merda que eu tive, estou achando melhor não parar pra pensar na sequência de besteiras que eu fiz e suas (muito) prováveis consequências. Ok, agora que já falei, estou respirando fundo e tentando não imaginar nada. O que eu posso/preciso é tentar fazer as coisas de um jeito certo e normal... e obter sucesso nessa tentativa. Estava pensando em me desafiar por uma semana, mas essa ideia passou a parecer cômoda pra mim. Uma semana e aí? Eu me entrego novamente? Duas semanas, então. 

Desde o primeiro semestre que eu não preciso ir todos os dias para a faculdade, pior, nunca precisei ir todos os dias pela manhã e ficar lá durante 12/13 horas (como preciso às segundas e terças). É puxado pra qualquer um, mas pra mim parece ser um esforço sobre-humano. Cada vez me permito ser mais irresponsável e permaneço jogada na cama por dias. 

Pois bem, tenho aula 6 dias por semana e, desde setembro, ainda não consegui sair de casa todos os dias e cumprir com minhas obrigações. O desafio que estou propondo a mim mesma consiste em não faltar nenhuma aula, nem me atrasar com o pensamento de 'pelo menos estou indo'. Parece besta, mas vai ser grande coisa pra mim. Ainda mais se eu conseguir aliar isso à ingestão de poucas calorias (máximo de 800), oito copos de água, Aerolin e dez míseros minutos de aeróbico. 

sábado, 19 de outubro de 2013

- O que você faz e te dá prazer?
(Silêncio por uns 30 segundos, enquanto os últimos meses passavam na minha cabeça)
- Nada... nossa... nada mesmo.
- É... eu acredito. 

Sei lá, parece que só falando em voz alta isso passou a fazer sentido. Depois da psicóloga, eu peguei o primeiro ônibus que servisse pra mim, por sorte (ou azar) era um que já me deixava na minha cidade. Sentei e só fechei os olhos pra ver se a sensação ruim passava. A sensação de perceber que não estou bem e não melhoro. Às vezes, eu esqueço por causa da rotina mesmo, tento seguir com as tarefas do cotidiano. Eu me esforço, sempre que possível.
...
Voltando aos olhos fechados (no ônibus), consegui cochilar até chegar na minha cidade. A sensação ruim continuava. Desci do ônibus determinada a dar um basta nisso. E, cinco horas depois, eu já tinha comido mais da metade de uma barra de chocolate. Enquanto comia, só pensava na minha pele piorando, nas minhas coxas aumentando. A pessoa tenta melhorar fazendo uma sessão de tortura.

Pra tentar aliviar a consciência, tomei um lax que só fez efeito quando eu já tava atrasada pra aula. E pra melhorar a situação, todo aquele chocolate me fez mal pro fígado, passei horas e horas me sentindo imersa em água gelada. Logo, não saí de casa, hoje. Desisti até de ir pro projeto de extensão, à tarde.

Essa semana precisa acabar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Faltei novamente a aula da segunda à noite, por pura necessidade de ficar entocada em casa, medo da rua, que seja. Só que amanhã eu vou precisar sair de qualquer jeito, o compromisso é com um grupo de trabalho, minha falta de responsabilidade respingaria em outras pessoas. Então, eu sofro. Estou sofrendo desde sexta à noite. O ridículo não tem fim. Eu como muito, não consigo estudar, não consigo me concentrar em nada e nem dormir direito há dias... porque preciso sair na terça-feira à tarde... pra fazer um simples trabalho.

Vinte minutos pra acabar a bateria do notebook. Eu deveria ter deitado há vinte minutos. Mentira, há uma hora. Não vou exagerar falando que 'não deveria nem ter levantado' por motivos de: estou evitando o mimimi. Todo um exercício pra tentar seguir em frente, parar de comer feito uma porca e me cansar bastante com a rotina (o que não está sendo difícil com sete matérias, projeto de extensão e curso de língua estrangeira).
Amanhã pretendo tomar um dos meus últimos comprimidos de Franol, pra ver se volto a pegar no tranco do lf. Se isso não acontecer, é bem provável que eu pareça um carro velho, porque se antidepressivo e Franol me fazem tremer sozinhos, imagine juntos.